Francisco Alves Mendes Filho nasceu em 15 de dezembro de 1944 e morreu aos 44 anos, em 22 de dezembro de 1988. Filho do seringueiro Francisco Alves Mendes e de Maria Rita Mendes, desde criança acompanhava seu pai pela floresta. Sem escolas na região, só foi alfabetizado com 19 anos de idade.

Nascido em Xapuri, no Acre, Chico criou desavenças com grandes latifundiários e acabou assassinado na porta de casa por dois fazendeiros.

O sindicalista lutou em defesa dos seringueiros na Amazônia e contra o desmatamento da floresta. Dedicou-se a mostrar que é mais vantajoso ambientalmente e economicamente manter uma floresta em pé do que derrubá-la, apoiado por estudos científicos anos mais tarde.

“No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade”, disse Chico Mendes, em uma de suas incursões pela floresta, ao lado de sindicalistas e outros parceiros na defesa da Amazônia.

O sonho do ambientalista, se concretizou em parte dois anos depois, justamente por causa de sua morte, que mobilizou a imprensa a política nacional. As primeiras Reservas Extrativistas na Amazônia foram criadas em março de 1990, tornando-se o grande legado de Mendes e ajudando a formar o conceito de desenvolvimento sustentável defendido na Rio 92.