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27 set 2016
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Projeto Escola Comunidade Sustentável chega a Fortaleza

Sispea – Escola comunidade Sustentável um projeto do Instituto Chico Mendes desenvolvido pela Superintendência do Ceará agora está nas escolas de Fortaleza. O desafio foi aceito muita paixão e obstinação no trabalho de educação ambiental e agora colhendo os frutos de um trabalho planejado com muito profissionalismo e determinação. Obrigado a todos que fizeram e fazem parte desse desafio de levar educação ambiental para as escolas do norte e nordeste.

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22 fev 2016
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Potencial de crescimento é amplificado por características como praticidade, valor nutricional e sustentabilidade

Alice Assunção e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Mario Sergio Cutait, diretor titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, abriu nesta segunda-feira (5/10) o VI Encontro Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas destacando o tamanho do público –cerca de 260 pessoas—e listando as prioridades do setor do agronegócio: tributos, assuntos regulatórios e crédito, que tem feito os produtores sofrerem. Cutait disse também que há uma preocupação muito grande com a imagem do setor de alimentos, especialmente os industrializados. “Estamos no meio de uma guerra”, afirmou, defendendo o trabalho de esclarecimento nas escolas “sobre o que é alimento saudável, o que é alimento seguro”.

O diretor da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, José Eduardo Mendes Camargo, apresentou números das nozes e castanhas no Brasil e no mundo (um mercado de US$ 35 bilhões, que cresce de 6% a 8% ao ano). Como exemplo do potencial de crescimento do setor, apresentou o Chile, que em 10 anos passou de US$ 20 milhões para US$ 300 milhões em exportações de nozes e castanhas. Lembrou também que a proibição de queimadas nas plantações de cana deve liberar áreas em encostas para outras culturas, com bom potencial para a noz macadâmia.

Castanha de caju, castanha brasileira (ou do Pará), noz macadâmia e noz pecan são os produtos exportados pelo Brasil, explicou Camargo. A seca tem prejudicado a castanha de caju nos últimos anos, mas há bom potencial de crescimento. Em relação à castanha brasileira, a novidade é que ela passou a ser cultivada. A castanha de baru também foi citada pelo diretor, pelo crescimento de sua produção.

Com exportação anual de US$ 133 milhões e importação de US$ 123 milhões, o mercado brasileiro de nozes e castanhas tem grande potencial de crescimento, afirmou Camargo, lembrando que esses produtos têm qualidades nutricionais, são sustentáveis e têm alta rentabilidade. Para ajudar nisso, o setor precisa de mais pesquisa e desenvolvimento, para aumento de produção e produtividade, comprovar as propriedades como alimento funcional (como já ocorre em outros países) e na indústria de cosméticos.

>> Ouça reportagem sobre o Encontro de Castanhas e Nozes

Depois de Silvia Helena Carabolante, diretora da Unidade de Formação Profissional do Senai Barra Funda fazer uma apresentação sobre a instituição, Camargo lembrou que graças ao Senai o Brasil venceu a WorldSkills São Paulo 2105, a olimpíada mundial da formação profissional.

Bem-estar amazônico

O primeiro painel do evento, com o tema Inovação & Design, foi moderado por Matheus Borella, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. Ele lembrou que inovação é essencial para quem quer se desenvolver.

Gerson Pinto, vice-presidente de Inovação da Natura, falou sobre a importância do tema na empresa, que dedica 3% de sua receita líquida à pesquisa e desenvolvimento e tem 68% de sua receita oriunda de produtos lançados há dois anos ou menos. São 280 pessoas diretamente envolvidas em P&D e inovação, além de 200 parceiros externos.

O representante da Natura usou nova linha de cosméticos à base de manteiga de murumuru, lançada em setembro, para exemplificar como a empresa inova usando matéria-prima da Amazônia. Explicou que o murumuru é fruto de uma palmeira alta e cheia de espinhos e que a Natura estudou suas características e comprovou afinidade com a fibra do cabelo.

Gerson Pinto disse que há grande oportunidade de crescimento para nozes e castanhas em cosméticos. Lembrou que esse mercado é muito grande, com o Brasil ocupando o terceiro lugar no mundo, atrás de EUA e Japão.

Eduardo Weinsberg, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes, propôs o trabalho conjunto de seu setor com o de nozes e castanhas. Explicou que ambos sofrem no Brasil com problemas culturais. Sorvetes não são consumidos no frio; nozes e castanhas são coisa de festas natalinas, lembrou. Defendeu que a mudança cultural seja feita com as crianças e falou sobre proposta de parceria envolvendo Sesi e Senai para distribuição, como merenda escolar, de sorvetes preparados com frutas brasileiras, nozes e castanhas, enriquecidos com vitaminas e cálcio, com baixo teor de açúcar e gordura.

Pesquisa & Desenvolvimento

Ana Luiza Vergueiro, diretora da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, moderou o segundo painel do encontro. Lembrou que a expectativa de vida é crescente e que é preciso oferecer qualidade de vida para as pessoas, o que inclui alimentos adequados, no que a ciência tem importante papel.

E foi exatamente de ciência, à base de pesquisa exaustiva, que falou Silvia Cozzolino, professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Ela estuda a castanha do Brasil, importante fonte de selênio. Explicou que a substância tem papel essencial no organismo, potencializando o sistema imunológico, participando do sistema antioxidante e do metabolismo dos hormônios da tireoide.

Citou estudos que mostram efeitos positivos do consumo de uma castanha do Brasil por dia em pacientes com Alzheimer com comprometimento cognitivo leve e no sistema imunológico de pacientes submetidos a hemodiálise.

Também falou sobre uma avaliação da dieta dos brasileiros que identificou deficiência no consumo de selênio em São Paulo, tornando o Estado um dos mais beneficiados pelo consumo de castanha do Brasil como fonte de selênio.

No mundo, China e Nova Zelândia apresentam deficiência no consumo de selênio, disse Cozzolino.

No mesmo painel, Luiz Madi, diretor geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital – vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), lembrou a parceria com a Fiesp na publicação do Brasil Food Trends 2020, que identificou cinco grupos de tendências de consumo:

Sensorialidade e Prazer: alimentos premium, étnicos, gourmet etc.

Saudabilidade e Bem-estar: produtos light/diet, energéticos, fortificados etc.

Conveniência e Praticidade: pratos prontos, produtos para micro-ondas etc.

Confiabilidade e Qualidade: garantia de origem, selos de qualidade etc.

Sustentabilidade e Ética: embalagens recicláveis, selos ambientais etc.

Pesquisa posterior mostrou a prioridade dada a Conveniência e Praticidade. Madi explicou que nozes e castanhas atendem a esse requisito – como, aliás, a todos os outros, o que lhes dá grande potencial no mercado.

Citou como exemplos de oportunidades a mistura de nozes a outros produtos, leite e óleo de castanhas.

Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumentação, explicou as tecnologias disponíveis para produtores e processadores de castanhas e nozes. Entre elas, testes não invasivos e de alta velocidade para determinação de teor e qualidade de óleo por exemplo de castanhas, úteis para melhoramento genético e controle de qualidade. Também usou como exemplo avaliações de velocidade de secagem e resfriamento de sementes na torra.

Colnago disse que há estudos sobre revestimento de nozes e castanhas com filme comestível, para aumentar seu prazo de validade graças à diminuição da absorção de oxigênio e de umidade.

Feitiço no ar

O consumidor passa perto de um quiosque de Nutty Bavarian no shopping, sente o cheiro das castanhas e nozes e resolve comprar. Assim descreveu Adriana Miglorancia, presidente da marca com mais de 900 pontos de venda no mundo, como o consumidor prefere um cone com um mix de nozes a um sorvete vendido no mesmo lugar, a um preço menor. Ela participou do evento do encontro na Fiesp no painel Da ideia à execução.

“A realidade é que um grande número de consumidores vai pelo impulso. Sente o cheiro e compra porque é gostoso. Concorrer com um quiosque do McDonalds é difícil, mas se tiver fluxo de pessoas, está valendo”, disse Adriana.

Segundo a presidente da marca no Brasil, a rede de franquias da Nutty Bavarian consome até uma tonelada de nuts (conjunto de nozes, castanhas e outras oleaginosas) por dia.

Ela afirmou que a marca conseguiu alcançar, com o passar do tempo, o consumidor brasileiro fora de épocas tradicionais de consumo de nuts, como o período de festas de fim de ano.

“No Brasil, até 1996, nuts eram consumidas quase exclusivamente no Natal. Mas estamos conseguindo apresentar um produto que vai além do ingrediente para o bolo de Natal.”

Câmbio

O sócio-diretor da Tradal Brazil, Adrian Franciscono, também participou do encontro na Fiesp. A empresa dele é a fornecedora de matéria-prima para a Nutty Bavarian. Um dos desafios da companhia, explicou, é minimizar os impactos da variação cambial no franqueado.

“Trabalhamos com várias nuts de diferentes safras, e cada uma sofre influência do clima. Além disso, o câmbio também influencia bastante. Mas a gente faz um trabalho constante para que o franqueado não sinta. Mexemos apenas quando é extremamente necessário”, disse Franciscono. Ele ponderou, no entanto, que a valorização do dólar ajuda, por outro lado, “os produtos fabricados no Brasil e exportados”.

Nuts no supermercado

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e diretor de Relações Governamentais do Grupo Pão de Açúcar, Marcio Milan, também participou do painel sobre oportunidades de negócios.

Ele se colocou à disposição dos produtores e empresários do setor para incentivar o consumo de nuts nos supermercados.

“Antes tínhamos oportunidade de vender as nozes só no final do ano. E houve uma evolução nos últimos anos. Podemos discutir e ver como podemos ajudar essa cadeia a se desenvolver ainda mais”, disse Milan.

O presidente do Conselho Superior de Inovação de Competitividade da Fiesp, Rodrigo Rocha Loures, encerrou o ciclo de painéis desta segunda-feira, que teve o título Nuts – Nutra seu Corpo, Alimente sua Alma.

“Não tenho dúvida do potencial das nuts para atender os desafios sociais, econômicos e de saúde do Brasil”, disse Loures, que é fundador da Nutrimental, fabricante das barras de cereais Nutry.

22 fev 2016
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IV Congresso Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas – FIESP

Parceria completamente efetivada com Flora Do Cerrado – Cooperace Orga.
Grandes nomes do cenários nacional e internacional. Edson Cunha – Shilano – Marcio, diretores e precursores da filosofia BARU: A Jóia do CERRADO.

Honra e orgulho dessa empenhada equipe e desse projeto tão grandioso pautado no extrativismo e manejo socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente sustentável!
Gratidão especial também ao senhor Pedro Oliveira, que muito colaborou para essa conquista!

Flora Do Cerrado: empresa certificada PROCERT – Prêmio Socioambiental Chico Mendes de Sustentabilidade – SELO VERDE.

 

22 fev 2016
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Rota das Bandeiras recebe Certificação Selo Verde pelo trabalho socioambiental realizado no Corredor Dom Pedro

A Concessionária Rota das Bandeiras foi reconhecida pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes pelo relevante trabalho de sustentabilidade desenvolvido em todo o Corredor Dom Pedro de rodovias. A cerimônia de entrega da Certificação Selo Verde ocorreu nesta sexta-feira, dia 18, na sede da empresa, em Itatiba.

A ONG fundada em 2004 e que leva o nome de um mártir da resistência frente às degradações ambientais fez um amplo estudo das ações feitas pela Concessionária para conceder o certificado. Entre os trabalhos desenvolvidos, destacam-se; a construção de uma central de triagem de material reciclável, com capacidade para reciclar 220 toneladas por mês, volume produzido pelo município de Itatiba e também todo o material recolhido ao longo de 297 km de malha viária; os programas que envolvem as comunidades das 17 cidades cortadas pelas rodovias, como o de inclusão digital Caia na Rede e o de redução de acidentes Parada Legal; e as ações de proteção ao meio ambiente durante a execução de obras e da própria operação das rodovias do Corredor Dom Pedro.

“Esse estudo nos mostrou quão presente é a responsabilidade socioambiental em todas as ações desenvolvidas pela Concessionária. É algo que está no DNA da empresa, em seu modo de agir. Por isso ficamos muito felizes em reconhecê-los e entregar este certificado. Trata-se de uma seleção criteriosa. Apenas um quinto das empresas que buscam este selo atendem aos critérios para recebê-lo”, destacou o coordenador geral do Instituto, Sérgio Paixão.

O diretor-presidente da Rota das Bandeiras, Júlio Perdigão, salientou que a consciência socioambiental foi despertada em todos os integrantes da Concessionária, que passaram a adotar boas práticas no dia a dia da empresa.

“Eu sempre digo que é um tipo de trabalho igual ao de educar um filho. ‘Coma de boca fechada’, ‘Diga obrigado’. Com o tempo, isso se torna natural. É o que vemos aqui. Seja em grandes obras ou dentro da sede, na hora de tomar um cafezinho, todos estão imbuídos em contribuir para um mundo mais sustentável”, disse.

A Rota das Bandeiras é uma empresa da Odebrecht Rodovias, que reúne os investimentos da Odebrecht TransPort em concessões rodoviárias. A Odebrecht TransPort desenvolve, implanta e opera projetos nas áreas de mobilidade urbana, portos, aeroportos e sistemas integrados de logística.

Fonte: http://www.rotadasbandeiras.com.br/Show.aspx?IdMateria=ByzWjbkTvdBm68YWXMPrvw

06 out 2015

Potencial de crescimento é amplificado por características como praticidade, valor nutricional e sustentabilidade

Alice Assunção e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Mario Sergio Cutait, diretor titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, abriu nesta segunda-feira (5/10) o VI Encontro Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas destacando o tamanho do público –cerca de 260 pessoas—e listando as prioridades do setor do agronegócio: tributos, assuntos regulatórios e crédito, que tem feito os produtores sofrerem. Cutait disse também que há uma preocupação muito grande com a imagem do setor de alimentos, especialmente os industrializados. “Estamos no meio de uma guerra”, afirmou, defendendo o trabalho de esclarecimento nas escolas “sobre o que é alimento saudável, o que é alimento seguro”.

O diretor da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, José Eduardo Mendes Camargo, apresentou números das nozes e castanhas no Brasil e no mundo (um mercado de US$ 35 bilhões, que cresce de 6% a 8% ao ano). Como exemplo do potencial de crescimento do setor, apresentou o Chile, que em 10 anos passou de US$ 20 milhões para US$ 300 milhões em exportações de nozes e castanhas. Lembrou também que a proibição de queimadas nas plantações de cana deve liberar áreas em encostas para outras culturas, com bom potencial para a noz macadâmia.

Castanha de caju, castanha brasileira (ou do Pará), noz macadâmia e noz pecan são os produtos exportados pelo Brasil, explicou Camargo. A seca tem prejudicado a castanha de caju nos últimos anos, mas há bom potencial de crescimento. Em relação à castanha brasileira, a novidade é que ela passou a ser cultivada. A castanha de baru também foi citada pelo diretor, pelo crescimento de sua produção.

Com exportação anual de US$ 133 milhões e importação de US$ 123 milhões, o mercado brasileiro de nozes e castanhas tem grande potencial de crescimento, afirmou Camargo, lembrando que esses produtos têm qualidades nutricionais, são sustentáveis e têm alta rentabilidade. Para ajudar nisso, o setor precisa de mais pesquisa e desenvolvimento, para aumento de produção e produtividade, comprovar as propriedades como alimento funcional (como já ocorre em outros países) e na indústria de cosméticos.

>> Ouça reportagem sobre o Encontro de Castanhas e Nozes

Depois de Silvia Helena Carabolante, diretora da Unidade de Formação Profissional do Senai Barra Funda fazer uma apresentação sobre a instituição, Camargo lembrou que graças ao Senai o Brasil venceu a WorldSkills São Paulo 2105, a olimpíada mundial da formação profissional.

Bem-estar amazônico

O primeiro painel do evento, com o tema Inovação & Design, foi moderado por Matheus Borella, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. Ele lembrou que inovação é essencial para quem quer se desenvolver.

Gerson Pinto, vice-presidente de Inovação da Natura, falou sobre a importância do tema na empresa, que dedica 3% de sua receita líquida à pesquisa e desenvolvimento e tem 68% de sua receita oriunda de produtos lançados há dois anos ou menos. São 280 pessoas diretamente envolvidas em P&D e inovação, além de 200 parceiros externos.

O representante da Natura usou nova linha de cosméticos à base de manteiga de murumuru, lançada em setembro, para exemplificar como a empresa inova usando matéria-prima da Amazônia. Explicou que o murumuru é fruto de uma palmeira alta e cheia de espinhos e que a Natura estudou suas características e comprovou afinidade com a fibra do cabelo.

Gerson Pinto disse que há grande oportunidade de crescimento para nozes e castanhas em cosméticos. Lembrou que esse mercado é muito grande, com o Brasil ocupando o terceiro lugar no mundo, atrás de EUA e Japão.

Eduardo Weinsberg, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes, propôs o trabalho conjunto de seu setor com o de nozes e castanhas. Explicou que ambos sofrem no Brasil com problemas culturais. Sorvetes não são consumidos no frio; nozes e castanhas são coisa de festas natalinas, lembrou. Defendeu que a mudança cultural seja feita com as crianças e falou sobre proposta de parceria envolvendo Sesi e Senai para distribuição, como merenda escolar, de sorvetes preparados com frutas brasileiras, nozes e castanhas, enriquecidos com vitaminas e cálcio, com baixo teor de açúcar e gordura.

Pesquisa & Desenvolvimento

Ana Luiza Vergueiro, diretora da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, moderou o segundo painel do encontro. Lembrou que a expectativa de vida é crescente e que é preciso oferecer qualidade de vida para as pessoas, o que inclui alimentos adequados, no que a ciência tem importante papel.

E foi exatamente de ciência, à base de pesquisa exaustiva, que falou Silvia Cozzolino, professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Ela estuda a castanha do Brasil, importante fonte de selênio. Explicou que a substância tem papel essencial no organismo, potencializando o sistema imunológico, participando do sistema antioxidante e do metabolismo dos hormônios da tireoide.

Citou estudos que mostram efeitos positivos do consumo de uma castanha do Brasil por dia em pacientes com Alzheimer com comprometimento cognitivo leve e no sistema imunológico de pacientes submetidos a hemodiálise.

Também falou sobre uma avaliação da dieta dos brasileiros que identificou deficiência no consumo de selênio em São Paulo, tornando o Estado um dos mais beneficiados pelo consumo de castanha do Brasil como fonte de selênio.

No mundo, China e Nova Zelândia apresentam deficiência no consumo de selênio, disse Cozzolino.

No mesmo painel, Luiz Madi, diretor geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital – vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), lembrou a parceria com a Fiesp na publicação do Brasil Food Trends 2020, que identificou cinco grupos de tendências de consumo:

Sensorialidade e Prazer: alimentos premium, étnicos, gourmet etc.

Saudabilidade e Bem-estar: produtos light/diet, energéticos, fortificados etc.

Conveniência e Praticidade: pratos prontos, produtos para micro-ondas etc.

Confiabilidade e Qualidade: garantia de origem, selos de qualidade etc.

Sustentabilidade e Ética: embalagens recicláveis, selos ambientais etc.

Pesquisa posterior mostrou a prioridade dada a Conveniência e Praticidade. Madi explicou que nozes e castanhas atendem a esse requisito – como, aliás, a todos os outros, o que lhes dá grande potencial no mercado.

Citou como exemplos de oportunidades a mistura de nozes a outros produtos, leite e óleo de castanhas.

Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumentação, explicou as tecnologias disponíveis para produtores e processadores de castanhas e nozes. Entre elas, testes não invasivos e de alta velocidade para determinação de teor e qualidade de óleo por exemplo de castanhas, úteis para melhoramento genético e controle de qualidade. Também usou como exemplo avaliações de velocidade de secagem e resfriamento de sementes na torra.

Colnago disse que há estudos sobre revestimento de nozes e castanhas com filme comestível, para aumentar seu prazo de validade graças à diminuição da absorção de oxigênio e de umidade.

Feitiço no ar

O consumidor passa perto de um quiosque de Nutty Bavarian no shopping, sente o cheiro das castanhas e nozes e resolve comprar. Assim descreveu Adriana Miglorancia, presidente da marca com mais de 900 pontos de venda no mundo, como o consumidor prefere um cone com um mix de nozes a um sorvete vendido no mesmo lugar, a um preço menor. Ela participou do evento do encontro na Fiesp no painel Da ideia à execução.

“A realidade é que um grande número de consumidores vai pelo impulso. Sente o cheiro e compra porque é gostoso. Concorrer com um quiosque do McDonalds é difícil, mas se tiver fluxo de pessoas, está valendo”, disse Adriana.

Segundo a presidente da marca no Brasil, a rede de franquias da Nutty Bavarian consome até uma tonelada de nuts (conjunto de nozes, castanhas e outras oleaginosas) por dia.

Ela afirmou que a marca conseguiu alcançar, com o passar do tempo, o consumidor brasileiro fora de épocas tradicionais de consumo de nuts, como o período de festas de fim de ano.

“No Brasil, até 1996, nuts eram consumidas quase exclusivamente no Natal. Mas estamos conseguindo apresentar um produto que vai além do ingrediente para o bolo de Natal.”

Câmbio

O sócio-diretor da Tradal Brazil, Adrian Franciscono, também participou do encontro na Fiesp. A empresa dele é a fornecedora de matéria-prima para a Nutty Bavarian. Um dos desafios da companhia, explicou, é minimizar os impactos da variação cambial no franqueado.

“Trabalhamos com várias nuts de diferentes safras, e cada uma sofre influência do clima. Além disso, o câmbio também influencia bastante. Mas a gente faz um trabalho constante para que o franqueado não sinta. Mexemos apenas quando é extremamente necessário”, disse Franciscono. Ele ponderou, no entanto, que a valorização do dólar ajuda, por outro lado, “os produtos fabricados no Brasil e exportados”.

Nuts no supermercado

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e diretor de Relações Governamentais do Grupo Pão de Açúcar, Marcio Milan, também participou do painel sobre oportunidades de negócios.

Ele se colocou à disposição dos produtores e empresários do setor para incentivar o consumo de nuts nos supermercados.

“Antes tínhamos oportunidade de vender as nozes só no final do ano. E houve uma evolução nos últimos anos. Podemos discutir e ver como podemos ajudar essa cadeia a se desenvolver ainda mais”, disse Milan.

O presidente do Conselho Superior de Inovação de Competitividade da Fiesp, Rodrigo Rocha Loures, encerrou o ciclo de painéis desta segunda-feira, que teve o título Nuts – Nutra seu Corpo, Alimente sua Alma.

“Não tenho dúvida do potencial das nuts para atender os desafios sociais, econômicos e de saúde do Brasil”, disse Loures, que é fundador da Nutrimental, fabricante das barras de cereais Nutry.

06 out 2015

IV Congresso Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas – FIESP

Parceria completamente efetivada com Flora Do Cerrado – Cooperace Orga.
Grandes nomes do cenários nacional e internacional. Edson Cunha – Shilano – Marcio, diretores e precursores da filosofia BARU: A Jóia do CERRADO.

Honra e orgulho dessa empenhada equipe e desse projeto tão grandioso pautado no extrativismo e manejo socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente sustentável!
Gratidão especial também ao senhor Pedro Oliveira, que muito colaborou para essa conquista!

Flora Do Cerrado: empresa certificada PROCERT – Prêmio Socioambiental Chico Mendes de Sustentabilidade – SELO VERDE.

01 out 2015

Rota das Bandeiras recebe Certificação Selo Verde pelo trabalho socioambiental realizado no Corredor Dom Pedro

A Concessionária Rota das Bandeiras foi reconhecida pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes pelo relevante trabalho de sustentabilidade desenvolvido em todo o Corredor Dom Pedro de rodovias. A cerimônia de entrega da Certificação Selo Verde ocorreu nesta sexta-feira, dia 18, na sede da empresa, em Itatiba.

A ONG fundada em 2004 e que leva o nome de um mártir da resistência frente às degradações ambientais fez um amplo estudo das ações feitas pela Concessionária para conceder o certificado. Entre os trabalhos desenvolvidos, destacam-se; a construção de uma central de triagem de material reciclável, com capacidade para reciclar 220 toneladas por mês, volume produzido pelo município de Itatiba e também todo o material recolhido ao longo de 297 km de malha viária; os programas que envolvem as comunidades das 17 cidades cortadas pelas rodovias, como o de inclusão digital Caia na Rede e o de redução de acidentes Parada Legal; e as ações de proteção ao meio ambiente durante a execução de obras e da própria operação das rodovias do Corredor Dom Pedro.

“Esse estudo nos mostrou quão presente é a responsabilidade socioambiental em todas as ações desenvolvidas pela Concessionária. É algo que está no DNA da empresa, em seu modo de agir. Por isso ficamos muito felizes em reconhecê-los e entregar este certificado. Trata-se de uma seleção criteriosa. Apenas um quinto das empresas que buscam este selo atendem aos critérios para recebê-lo”, destacou o coordenador geral do Instituto, Sérgio Paixão.

O diretor-presidente da Rota das Bandeiras, Júlio Perdigão, salientou que a consciência socioambiental foi despertada em todos os integrantes da Concessionária, que passaram a adotar boas práticas no dia a dia da empresa.

“Eu sempre digo que é um tipo de trabalho igual ao de educar um filho. ‘Coma de boca fechada’, ‘Diga obrigado’. Com o tempo, isso se torna natural. É o que vemos aqui. Seja em grandes obras ou dentro da sede, na hora de tomar um cafezinho, todos estão imbuídos em contribuir para um mundo mais sustentável”, disse.

A Rota das Bandeiras é uma empresa da Odebrecht Rodovias, que reúne os investimentos da Odebrecht TransPort em concessões rodoviárias. A Odebrecht TransPort desenvolve, implanta e opera projetos nas áreas de mobilidade urbana, portos, aeroportos e sistemas integrados de logística.

Fonte: http://www.rotadasbandeiras.com.br/Show.aspx?IdMateria=ByzWjbkTvdBm68YWXMPrvw==

29 set 2015

PROJETO: COLETA RESPONSÁVEL, ATITUDE SUSTENTÁVEL. – LOJA SITE: RICARDO JAFERT – GPAMALLS

O projeto prevê a capacitação dos colaboradores da empresa com aplicação de palestras e distribuição de material didático, com a intenção de sensibilizar e promover a educação ambiental, bem como a personalização de todas as lixeiras da galeria com identificação para Resíduos: RECICLÁVEIS E NÃO RECICLÁVEIS.

Uma parceria que deu certo: Instituto Chico Mendes e Grupo GPAMalls com frutos e ganhos tangíveis e intangíveis para ambos os lados.

Foram entregues os Certificados e Carteiras “Agentes Ecológicos” Chico Mendes e Grupo GPAMalls aos participantes do PROJETO: “COLETA RESPONSÁVEL, ATITUDE SUSTENTÁVEL”, promovendo aos participantes à membros integrantes MEMBERSHIP e responsáveis por direcionar e auxiliar todas as pessoas/usuários na separação dos resíduos na hora do descarte.

O PROJETO INICIAL CONTEMPLA A FASE 01, ONDE FORAM ESCOLHIDAS 5 LOJAS “PILOTO” PARA O ANO DE 2015

1. Extra Anchieta

2. Extra Ricardo Jafert

3. Extra Jaguaré

4. Extra João Dias

5. Extra Carapicuiba

Para 2016-2017 – Coleta Responsável, Atitude Sustentável ganhará ainda mais força, incluindo parcerias com cooperativas e incremento no desenvolvimento das ações socioambientais.

A responsável pela coordenação geral do projeto Sra. Roberta C. Sousa do GPAMALLS e a Estrategista Social do Instituto Chico Mendes Karina Bruno citam ainda todas as melhorias continuadas que deverão ser feitas para a FASE 02, tanto no processo de Separação e Coleta, como na destinação dos Resíduos Sólidos. Atualmente a destinação já é realizada por uma empresa contratada do grupo, porém a partir de 2016, com a geração de novas parcerias e a continuidade do engajamento e compromisso de toda a equipe chamada “Time da Sustentabilidade GPAMALLS e INSTITUTO INTERNACIONAL CHICO MENDES” os resultados serão ainda mais positivos, com o cumprimento coordenados das metas e valorizando o conceito intrínseco desse projeto de sucesso. Baseados no tripé da sustentabilidade: Econômica – geração de renda I Social: capacitação e sensibilização I Ambiental: diminuição de Resíduos Sólidos em Aterros e otimizando a política dos 5R´s Repensar – Recusar – Reduzir – Reaproveitar – Reciclar.

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25 set 2015

Prefeito Eduardo Fouquet recebe homenagem do Instituto Socioambiental Chico Mendes

Na última sexta-feira (11), o Prefeito Eduardo Fouquet esteve na cidade de Quatro Barras/PR, região metropolitana de Curitiba, e foi homenageado pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes, devido o cumprindo dos requisitos básicos para o Compromisso e desenvolvimento Socioambiental com ações baseadas nos valores Econômicos – Sociais – Ambientais, visando a educação no contexto da consciência ecológica e a sustentabilidade na contribuição social.

Entre os participantes, estiveram Sr. Vito Milano (Diretor Geral e Internacional), Karina Bruno (Estrategista Social), e Sergio Paixão (Coordenador de Evento).

A homenagem feita a pessoa do Prefeito Eduardo Frederico Fouquet pela excelência na Gestão Pública da Estância Turística de Eldorado – PROCERT 2015

Para o Prefeito Eduardo Fouquet, a premiação representa um grande legado ao município em relação aos programas voltados ao Meio Ambiente e aproveitou para destacar a importância da sua equipe no acompanhamento e execução dos projetos. “Esta é uma grande conquista para Eldorado e todos estão de parabéns pelo empenho e conscientização ambiental. Nosso trabalho é contínuo e sempre focado em melhorias para o município e população”, afirmou Eduardo.

http://www.eldorado.sp.gov.br/noticia/prefeito-eduardo-fouquet-recebe-homenagem-instituto-chico-mendes

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