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22 fev 2016
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Potencial de crescimento é amplificado por características como praticidade, valor nutricional e sustentabilidade

Alice Assunção e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Mario Sergio Cutait, diretor titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, abriu nesta segunda-feira (5/10) o VI Encontro Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas destacando o tamanho do público –cerca de 260 pessoas—e listando as prioridades do setor do agronegócio: tributos, assuntos regulatórios e crédito, que tem feito os produtores sofrerem. Cutait disse também que há uma preocupação muito grande com a imagem do setor de alimentos, especialmente os industrializados. “Estamos no meio de uma guerra”, afirmou, defendendo o trabalho de esclarecimento nas escolas “sobre o que é alimento saudável, o que é alimento seguro”.

O diretor da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, José Eduardo Mendes Camargo, apresentou números das nozes e castanhas no Brasil e no mundo (um mercado de US$ 35 bilhões, que cresce de 6% a 8% ao ano). Como exemplo do potencial de crescimento do setor, apresentou o Chile, que em 10 anos passou de US$ 20 milhões para US$ 300 milhões em exportações de nozes e castanhas. Lembrou também que a proibição de queimadas nas plantações de cana deve liberar áreas em encostas para outras culturas, com bom potencial para a noz macadâmia.

Castanha de caju, castanha brasileira (ou do Pará), noz macadâmia e noz pecan são os produtos exportados pelo Brasil, explicou Camargo. A seca tem prejudicado a castanha de caju nos últimos anos, mas há bom potencial de crescimento. Em relação à castanha brasileira, a novidade é que ela passou a ser cultivada. A castanha de baru também foi citada pelo diretor, pelo crescimento de sua produção.

Com exportação anual de US$ 133 milhões e importação de US$ 123 milhões, o mercado brasileiro de nozes e castanhas tem grande potencial de crescimento, afirmou Camargo, lembrando que esses produtos têm qualidades nutricionais, são sustentáveis e têm alta rentabilidade. Para ajudar nisso, o setor precisa de mais pesquisa e desenvolvimento, para aumento de produção e produtividade, comprovar as propriedades como alimento funcional (como já ocorre em outros países) e na indústria de cosméticos.

>> Ouça reportagem sobre o Encontro de Castanhas e Nozes

Depois de Silvia Helena Carabolante, diretora da Unidade de Formação Profissional do Senai Barra Funda fazer uma apresentação sobre a instituição, Camargo lembrou que graças ao Senai o Brasil venceu a WorldSkills São Paulo 2105, a olimpíada mundial da formação profissional.

Bem-estar amazônico

O primeiro painel do evento, com o tema Inovação & Design, foi moderado por Matheus Borella, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. Ele lembrou que inovação é essencial para quem quer se desenvolver.

Gerson Pinto, vice-presidente de Inovação da Natura, falou sobre a importância do tema na empresa, que dedica 3% de sua receita líquida à pesquisa e desenvolvimento e tem 68% de sua receita oriunda de produtos lançados há dois anos ou menos. São 280 pessoas diretamente envolvidas em P&D e inovação, além de 200 parceiros externos.

O representante da Natura usou nova linha de cosméticos à base de manteiga de murumuru, lançada em setembro, para exemplificar como a empresa inova usando matéria-prima da Amazônia. Explicou que o murumuru é fruto de uma palmeira alta e cheia de espinhos e que a Natura estudou suas características e comprovou afinidade com a fibra do cabelo.

Gerson Pinto disse que há grande oportunidade de crescimento para nozes e castanhas em cosméticos. Lembrou que esse mercado é muito grande, com o Brasil ocupando o terceiro lugar no mundo, atrás de EUA e Japão.

Eduardo Weinsberg, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes, propôs o trabalho conjunto de seu setor com o de nozes e castanhas. Explicou que ambos sofrem no Brasil com problemas culturais. Sorvetes não são consumidos no frio; nozes e castanhas são coisa de festas natalinas, lembrou. Defendeu que a mudança cultural seja feita com as crianças e falou sobre proposta de parceria envolvendo Sesi e Senai para distribuição, como merenda escolar, de sorvetes preparados com frutas brasileiras, nozes e castanhas, enriquecidos com vitaminas e cálcio, com baixo teor de açúcar e gordura.

Pesquisa & Desenvolvimento

Ana Luiza Vergueiro, diretora da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, moderou o segundo painel do encontro. Lembrou que a expectativa de vida é crescente e que é preciso oferecer qualidade de vida para as pessoas, o que inclui alimentos adequados, no que a ciência tem importante papel.

E foi exatamente de ciência, à base de pesquisa exaustiva, que falou Silvia Cozzolino, professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Ela estuda a castanha do Brasil, importante fonte de selênio. Explicou que a substância tem papel essencial no organismo, potencializando o sistema imunológico, participando do sistema antioxidante e do metabolismo dos hormônios da tireoide.

Citou estudos que mostram efeitos positivos do consumo de uma castanha do Brasil por dia em pacientes com Alzheimer com comprometimento cognitivo leve e no sistema imunológico de pacientes submetidos a hemodiálise.

Também falou sobre uma avaliação da dieta dos brasileiros que identificou deficiência no consumo de selênio em São Paulo, tornando o Estado um dos mais beneficiados pelo consumo de castanha do Brasil como fonte de selênio.

No mundo, China e Nova Zelândia apresentam deficiência no consumo de selênio, disse Cozzolino.

No mesmo painel, Luiz Madi, diretor geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital – vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), lembrou a parceria com a Fiesp na publicação do Brasil Food Trends 2020, que identificou cinco grupos de tendências de consumo:

Sensorialidade e Prazer: alimentos premium, étnicos, gourmet etc.

Saudabilidade e Bem-estar: produtos light/diet, energéticos, fortificados etc.

Conveniência e Praticidade: pratos prontos, produtos para micro-ondas etc.

Confiabilidade e Qualidade: garantia de origem, selos de qualidade etc.

Sustentabilidade e Ética: embalagens recicláveis, selos ambientais etc.

Pesquisa posterior mostrou a prioridade dada a Conveniência e Praticidade. Madi explicou que nozes e castanhas atendem a esse requisito – como, aliás, a todos os outros, o que lhes dá grande potencial no mercado.

Citou como exemplos de oportunidades a mistura de nozes a outros produtos, leite e óleo de castanhas.

Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumentação, explicou as tecnologias disponíveis para produtores e processadores de castanhas e nozes. Entre elas, testes não invasivos e de alta velocidade para determinação de teor e qualidade de óleo por exemplo de castanhas, úteis para melhoramento genético e controle de qualidade. Também usou como exemplo avaliações de velocidade de secagem e resfriamento de sementes na torra.

Colnago disse que há estudos sobre revestimento de nozes e castanhas com filme comestível, para aumentar seu prazo de validade graças à diminuição da absorção de oxigênio e de umidade.

Feitiço no ar

O consumidor passa perto de um quiosque de Nutty Bavarian no shopping, sente o cheiro das castanhas e nozes e resolve comprar. Assim descreveu Adriana Miglorancia, presidente da marca com mais de 900 pontos de venda no mundo, como o consumidor prefere um cone com um mix de nozes a um sorvete vendido no mesmo lugar, a um preço menor. Ela participou do evento do encontro na Fiesp no painel Da ideia à execução.

“A realidade é que um grande número de consumidores vai pelo impulso. Sente o cheiro e compra porque é gostoso. Concorrer com um quiosque do McDonalds é difícil, mas se tiver fluxo de pessoas, está valendo”, disse Adriana.

Segundo a presidente da marca no Brasil, a rede de franquias da Nutty Bavarian consome até uma tonelada de nuts (conjunto de nozes, castanhas e outras oleaginosas) por dia.

Ela afirmou que a marca conseguiu alcançar, com o passar do tempo, o consumidor brasileiro fora de épocas tradicionais de consumo de nuts, como o período de festas de fim de ano.

“No Brasil, até 1996, nuts eram consumidas quase exclusivamente no Natal. Mas estamos conseguindo apresentar um produto que vai além do ingrediente para o bolo de Natal.”

Câmbio

O sócio-diretor da Tradal Brazil, Adrian Franciscono, também participou do encontro na Fiesp. A empresa dele é a fornecedora de matéria-prima para a Nutty Bavarian. Um dos desafios da companhia, explicou, é minimizar os impactos da variação cambial no franqueado.

“Trabalhamos com várias nuts de diferentes safras, e cada uma sofre influência do clima. Além disso, o câmbio também influencia bastante. Mas a gente faz um trabalho constante para que o franqueado não sinta. Mexemos apenas quando é extremamente necessário”, disse Franciscono. Ele ponderou, no entanto, que a valorização do dólar ajuda, por outro lado, “os produtos fabricados no Brasil e exportados”.

Nuts no supermercado

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e diretor de Relações Governamentais do Grupo Pão de Açúcar, Marcio Milan, também participou do painel sobre oportunidades de negócios.

Ele se colocou à disposição dos produtores e empresários do setor para incentivar o consumo de nuts nos supermercados.

“Antes tínhamos oportunidade de vender as nozes só no final do ano. E houve uma evolução nos últimos anos. Podemos discutir e ver como podemos ajudar essa cadeia a se desenvolver ainda mais”, disse Milan.

O presidente do Conselho Superior de Inovação de Competitividade da Fiesp, Rodrigo Rocha Loures, encerrou o ciclo de painéis desta segunda-feira, que teve o título Nuts – Nutra seu Corpo, Alimente sua Alma.

“Não tenho dúvida do potencial das nuts para atender os desafios sociais, econômicos e de saúde do Brasil”, disse Loures, que é fundador da Nutrimental, fabricante das barras de cereais Nutry.

22 fev 2016
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IV Congresso Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas – FIESP

Parceria completamente efetivada com Flora Do Cerrado – Cooperace Orga.
Grandes nomes do cenários nacional e internacional. Edson Cunha – Shilano – Marcio, diretores e precursores da filosofia BARU: A Jóia do CERRADO.

Honra e orgulho dessa empenhada equipe e desse projeto tão grandioso pautado no extrativismo e manejo socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente sustentável!
Gratidão especial também ao senhor Pedro Oliveira, que muito colaborou para essa conquista!

Flora Do Cerrado: empresa certificada PROCERT – Prêmio Socioambiental Chico Mendes de Sustentabilidade – SELO VERDE.

 

22 fev 2016
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Rota das Bandeiras recebe Certificação Selo Verde pelo trabalho socioambiental realizado no Corredor Dom Pedro

A Concessionária Rota das Bandeiras foi reconhecida pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes pelo relevante trabalho de sustentabilidade desenvolvido em todo o Corredor Dom Pedro de rodovias. A cerimônia de entrega da Certificação Selo Verde ocorreu nesta sexta-feira, dia 18, na sede da empresa, em Itatiba.

A ONG fundada em 2004 e que leva o nome de um mártir da resistência frente às degradações ambientais fez um amplo estudo das ações feitas pela Concessionária para conceder o certificado. Entre os trabalhos desenvolvidos, destacam-se; a construção de uma central de triagem de material reciclável, com capacidade para reciclar 220 toneladas por mês, volume produzido pelo município de Itatiba e também todo o material recolhido ao longo de 297 km de malha viária; os programas que envolvem as comunidades das 17 cidades cortadas pelas rodovias, como o de inclusão digital Caia na Rede e o de redução de acidentes Parada Legal; e as ações de proteção ao meio ambiente durante a execução de obras e da própria operação das rodovias do Corredor Dom Pedro.

“Esse estudo nos mostrou quão presente é a responsabilidade socioambiental em todas as ações desenvolvidas pela Concessionária. É algo que está no DNA da empresa, em seu modo de agir. Por isso ficamos muito felizes em reconhecê-los e entregar este certificado. Trata-se de uma seleção criteriosa. Apenas um quinto das empresas que buscam este selo atendem aos critérios para recebê-lo”, destacou o coordenador geral do Instituto, Sérgio Paixão.

O diretor-presidente da Rota das Bandeiras, Júlio Perdigão, salientou que a consciência socioambiental foi despertada em todos os integrantes da Concessionária, que passaram a adotar boas práticas no dia a dia da empresa.

“Eu sempre digo que é um tipo de trabalho igual ao de educar um filho. ‘Coma de boca fechada’, ‘Diga obrigado’. Com o tempo, isso se torna natural. É o que vemos aqui. Seja em grandes obras ou dentro da sede, na hora de tomar um cafezinho, todos estão imbuídos em contribuir para um mundo mais sustentável”, disse.

A Rota das Bandeiras é uma empresa da Odebrecht Rodovias, que reúne os investimentos da Odebrecht TransPort em concessões rodoviárias. A Odebrecht TransPort desenvolve, implanta e opera projetos nas áreas de mobilidade urbana, portos, aeroportos e sistemas integrados de logística.

Fonte: http://www.rotadasbandeiras.com.br/Show.aspx?IdMateria=ByzWjbkTvdBm68YWXMPrvw

06 out 2015

Potencial de crescimento é amplificado por características como praticidade, valor nutricional e sustentabilidade

Alice Assunção e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Mario Sergio Cutait, diretor titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, abriu nesta segunda-feira (5/10) o VI Encontro Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas destacando o tamanho do público –cerca de 260 pessoas—e listando as prioridades do setor do agronegócio: tributos, assuntos regulatórios e crédito, que tem feito os produtores sofrerem. Cutait disse também que há uma preocupação muito grande com a imagem do setor de alimentos, especialmente os industrializados. “Estamos no meio de uma guerra”, afirmou, defendendo o trabalho de esclarecimento nas escolas “sobre o que é alimento saudável, o que é alimento seguro”.

O diretor da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, José Eduardo Mendes Camargo, apresentou números das nozes e castanhas no Brasil e no mundo (um mercado de US$ 35 bilhões, que cresce de 6% a 8% ao ano). Como exemplo do potencial de crescimento do setor, apresentou o Chile, que em 10 anos passou de US$ 20 milhões para US$ 300 milhões em exportações de nozes e castanhas. Lembrou também que a proibição de queimadas nas plantações de cana deve liberar áreas em encostas para outras culturas, com bom potencial para a noz macadâmia.

Castanha de caju, castanha brasileira (ou do Pará), noz macadâmia e noz pecan são os produtos exportados pelo Brasil, explicou Camargo. A seca tem prejudicado a castanha de caju nos últimos anos, mas há bom potencial de crescimento. Em relação à castanha brasileira, a novidade é que ela passou a ser cultivada. A castanha de baru também foi citada pelo diretor, pelo crescimento de sua produção.

Com exportação anual de US$ 133 milhões e importação de US$ 123 milhões, o mercado brasileiro de nozes e castanhas tem grande potencial de crescimento, afirmou Camargo, lembrando que esses produtos têm qualidades nutricionais, são sustentáveis e têm alta rentabilidade. Para ajudar nisso, o setor precisa de mais pesquisa e desenvolvimento, para aumento de produção e produtividade, comprovar as propriedades como alimento funcional (como já ocorre em outros países) e na indústria de cosméticos.

>> Ouça reportagem sobre o Encontro de Castanhas e Nozes

Depois de Silvia Helena Carabolante, diretora da Unidade de Formação Profissional do Senai Barra Funda fazer uma apresentação sobre a instituição, Camargo lembrou que graças ao Senai o Brasil venceu a WorldSkills São Paulo 2105, a olimpíada mundial da formação profissional.

Bem-estar amazônico

O primeiro painel do evento, com o tema Inovação & Design, foi moderado por Matheus Borella, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. Ele lembrou que inovação é essencial para quem quer se desenvolver.

Gerson Pinto, vice-presidente de Inovação da Natura, falou sobre a importância do tema na empresa, que dedica 3% de sua receita líquida à pesquisa e desenvolvimento e tem 68% de sua receita oriunda de produtos lançados há dois anos ou menos. São 280 pessoas diretamente envolvidas em P&D e inovação, além de 200 parceiros externos.

O representante da Natura usou nova linha de cosméticos à base de manteiga de murumuru, lançada em setembro, para exemplificar como a empresa inova usando matéria-prima da Amazônia. Explicou que o murumuru é fruto de uma palmeira alta e cheia de espinhos e que a Natura estudou suas características e comprovou afinidade com a fibra do cabelo.

Gerson Pinto disse que há grande oportunidade de crescimento para nozes e castanhas em cosméticos. Lembrou que esse mercado é muito grande, com o Brasil ocupando o terceiro lugar no mundo, atrás de EUA e Japão.

Eduardo Weinsberg, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes, propôs o trabalho conjunto de seu setor com o de nozes e castanhas. Explicou que ambos sofrem no Brasil com problemas culturais. Sorvetes não são consumidos no frio; nozes e castanhas são coisa de festas natalinas, lembrou. Defendeu que a mudança cultural seja feita com as crianças e falou sobre proposta de parceria envolvendo Sesi e Senai para distribuição, como merenda escolar, de sorvetes preparados com frutas brasileiras, nozes e castanhas, enriquecidos com vitaminas e cálcio, com baixo teor de açúcar e gordura.

Pesquisa & Desenvolvimento

Ana Luiza Vergueiro, diretora da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, moderou o segundo painel do encontro. Lembrou que a expectativa de vida é crescente e que é preciso oferecer qualidade de vida para as pessoas, o que inclui alimentos adequados, no que a ciência tem importante papel.

E foi exatamente de ciência, à base de pesquisa exaustiva, que falou Silvia Cozzolino, professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Ela estuda a castanha do Brasil, importante fonte de selênio. Explicou que a substância tem papel essencial no organismo, potencializando o sistema imunológico, participando do sistema antioxidante e do metabolismo dos hormônios da tireoide.

Citou estudos que mostram efeitos positivos do consumo de uma castanha do Brasil por dia em pacientes com Alzheimer com comprometimento cognitivo leve e no sistema imunológico de pacientes submetidos a hemodiálise.

Também falou sobre uma avaliação da dieta dos brasileiros que identificou deficiência no consumo de selênio em São Paulo, tornando o Estado um dos mais beneficiados pelo consumo de castanha do Brasil como fonte de selênio.

No mundo, China e Nova Zelândia apresentam deficiência no consumo de selênio, disse Cozzolino.

No mesmo painel, Luiz Madi, diretor geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital – vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), lembrou a parceria com a Fiesp na publicação do Brasil Food Trends 2020, que identificou cinco grupos de tendências de consumo:

Sensorialidade e Prazer: alimentos premium, étnicos, gourmet etc.

Saudabilidade e Bem-estar: produtos light/diet, energéticos, fortificados etc.

Conveniência e Praticidade: pratos prontos, produtos para micro-ondas etc.

Confiabilidade e Qualidade: garantia de origem, selos de qualidade etc.

Sustentabilidade e Ética: embalagens recicláveis, selos ambientais etc.

Pesquisa posterior mostrou a prioridade dada a Conveniência e Praticidade. Madi explicou que nozes e castanhas atendem a esse requisito – como, aliás, a todos os outros, o que lhes dá grande potencial no mercado.

Citou como exemplos de oportunidades a mistura de nozes a outros produtos, leite e óleo de castanhas.

Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumentação, explicou as tecnologias disponíveis para produtores e processadores de castanhas e nozes. Entre elas, testes não invasivos e de alta velocidade para determinação de teor e qualidade de óleo por exemplo de castanhas, úteis para melhoramento genético e controle de qualidade. Também usou como exemplo avaliações de velocidade de secagem e resfriamento de sementes na torra.

Colnago disse que há estudos sobre revestimento de nozes e castanhas com filme comestível, para aumentar seu prazo de validade graças à diminuição da absorção de oxigênio e de umidade.

Feitiço no ar

O consumidor passa perto de um quiosque de Nutty Bavarian no shopping, sente o cheiro das castanhas e nozes e resolve comprar. Assim descreveu Adriana Miglorancia, presidente da marca com mais de 900 pontos de venda no mundo, como o consumidor prefere um cone com um mix de nozes a um sorvete vendido no mesmo lugar, a um preço menor. Ela participou do evento do encontro na Fiesp no painel Da ideia à execução.

“A realidade é que um grande número de consumidores vai pelo impulso. Sente o cheiro e compra porque é gostoso. Concorrer com um quiosque do McDonalds é difícil, mas se tiver fluxo de pessoas, está valendo”, disse Adriana.

Segundo a presidente da marca no Brasil, a rede de franquias da Nutty Bavarian consome até uma tonelada de nuts (conjunto de nozes, castanhas e outras oleaginosas) por dia.

Ela afirmou que a marca conseguiu alcançar, com o passar do tempo, o consumidor brasileiro fora de épocas tradicionais de consumo de nuts, como o período de festas de fim de ano.

“No Brasil, até 1996, nuts eram consumidas quase exclusivamente no Natal. Mas estamos conseguindo apresentar um produto que vai além do ingrediente para o bolo de Natal.”

Câmbio

O sócio-diretor da Tradal Brazil, Adrian Franciscono, também participou do encontro na Fiesp. A empresa dele é a fornecedora de matéria-prima para a Nutty Bavarian. Um dos desafios da companhia, explicou, é minimizar os impactos da variação cambial no franqueado.

“Trabalhamos com várias nuts de diferentes safras, e cada uma sofre influência do clima. Além disso, o câmbio também influencia bastante. Mas a gente faz um trabalho constante para que o franqueado não sinta. Mexemos apenas quando é extremamente necessário”, disse Franciscono. Ele ponderou, no entanto, que a valorização do dólar ajuda, por outro lado, “os produtos fabricados no Brasil e exportados”.

Nuts no supermercado

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e diretor de Relações Governamentais do Grupo Pão de Açúcar, Marcio Milan, também participou do painel sobre oportunidades de negócios.

Ele se colocou à disposição dos produtores e empresários do setor para incentivar o consumo de nuts nos supermercados.

“Antes tínhamos oportunidade de vender as nozes só no final do ano. E houve uma evolução nos últimos anos. Podemos discutir e ver como podemos ajudar essa cadeia a se desenvolver ainda mais”, disse Milan.

O presidente do Conselho Superior de Inovação de Competitividade da Fiesp, Rodrigo Rocha Loures, encerrou o ciclo de painéis desta segunda-feira, que teve o título Nuts – Nutra seu Corpo, Alimente sua Alma.

“Não tenho dúvida do potencial das nuts para atender os desafios sociais, econômicos e de saúde do Brasil”, disse Loures, que é fundador da Nutrimental, fabricante das barras de cereais Nutry.

06 out 2015

IV Congresso Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas – FIESP

Parceria completamente efetivada com Flora Do Cerrado – Cooperace Orga.
Grandes nomes do cenários nacional e internacional. Edson Cunha – Shilano – Marcio, diretores e precursores da filosofia BARU: A Jóia do CERRADO.

Honra e orgulho dessa empenhada equipe e desse projeto tão grandioso pautado no extrativismo e manejo socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente sustentável!
Gratidão especial também ao senhor Pedro Oliveira, que muito colaborou para essa conquista!

Flora Do Cerrado: empresa certificada PROCERT – Prêmio Socioambiental Chico Mendes de Sustentabilidade – SELO VERDE.

01 out 2015

Rota das Bandeiras recebe Certificação Selo Verde pelo trabalho socioambiental realizado no Corredor Dom Pedro

A Concessionária Rota das Bandeiras foi reconhecida pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes pelo relevante trabalho de sustentabilidade desenvolvido em todo o Corredor Dom Pedro de rodovias. A cerimônia de entrega da Certificação Selo Verde ocorreu nesta sexta-feira, dia 18, na sede da empresa, em Itatiba.

A ONG fundada em 2004 e que leva o nome de um mártir da resistência frente às degradações ambientais fez um amplo estudo das ações feitas pela Concessionária para conceder o certificado. Entre os trabalhos desenvolvidos, destacam-se; a construção de uma central de triagem de material reciclável, com capacidade para reciclar 220 toneladas por mês, volume produzido pelo município de Itatiba e também todo o material recolhido ao longo de 297 km de malha viária; os programas que envolvem as comunidades das 17 cidades cortadas pelas rodovias, como o de inclusão digital Caia na Rede e o de redução de acidentes Parada Legal; e as ações de proteção ao meio ambiente durante a execução de obras e da própria operação das rodovias do Corredor Dom Pedro.

“Esse estudo nos mostrou quão presente é a responsabilidade socioambiental em todas as ações desenvolvidas pela Concessionária. É algo que está no DNA da empresa, em seu modo de agir. Por isso ficamos muito felizes em reconhecê-los e entregar este certificado. Trata-se de uma seleção criteriosa. Apenas um quinto das empresas que buscam este selo atendem aos critérios para recebê-lo”, destacou o coordenador geral do Instituto, Sérgio Paixão.

O diretor-presidente da Rota das Bandeiras, Júlio Perdigão, salientou que a consciência socioambiental foi despertada em todos os integrantes da Concessionária, que passaram a adotar boas práticas no dia a dia da empresa.

“Eu sempre digo que é um tipo de trabalho igual ao de educar um filho. ‘Coma de boca fechada’, ‘Diga obrigado’. Com o tempo, isso se torna natural. É o que vemos aqui. Seja em grandes obras ou dentro da sede, na hora de tomar um cafezinho, todos estão imbuídos em contribuir para um mundo mais sustentável”, disse.

A Rota das Bandeiras é uma empresa da Odebrecht Rodovias, que reúne os investimentos da Odebrecht TransPort em concessões rodoviárias. A Odebrecht TransPort desenvolve, implanta e opera projetos nas áreas de mobilidade urbana, portos, aeroportos e sistemas integrados de logística.

Fonte: http://www.rotadasbandeiras.com.br/Show.aspx?IdMateria=ByzWjbkTvdBm68YWXMPrvw==

29 set 2015

PROJETO: COLETA RESPONSÁVEL, ATITUDE SUSTENTÁVEL. – LOJA SITE: RICARDO JAFERT – GPAMALLS

O projeto prevê a capacitação dos colaboradores da empresa com aplicação de palestras e distribuição de material didático, com a intenção de sensibilizar e promover a educação ambiental, bem como a personalização de todas as lixeiras da galeria com identificação para Resíduos: RECICLÁVEIS E NÃO RECICLÁVEIS.

Uma parceria que deu certo: Instituto Chico Mendes e Grupo GPAMalls com frutos e ganhos tangíveis e intangíveis para ambos os lados.

Foram entregues os Certificados e Carteiras “Agentes Ecológicos” Chico Mendes e Grupo GPAMalls aos participantes do PROJETO: “COLETA RESPONSÁVEL, ATITUDE SUSTENTÁVEL”, promovendo aos participantes à membros integrantes MEMBERSHIP e responsáveis por direcionar e auxiliar todas as pessoas/usuários na separação dos resíduos na hora do descarte.

O PROJETO INICIAL CONTEMPLA A FASE 01, ONDE FORAM ESCOLHIDAS 5 LOJAS “PILOTO” PARA O ANO DE 2015

1. Extra Anchieta

2. Extra Ricardo Jafert

3. Extra Jaguaré

4. Extra João Dias

5. Extra Carapicuiba

Para 2016-2017 – Coleta Responsável, Atitude Sustentável ganhará ainda mais força, incluindo parcerias com cooperativas e incremento no desenvolvimento das ações socioambientais.

A responsável pela coordenação geral do projeto Sra. Roberta C. Sousa do GPAMALLS e a Estrategista Social do Instituto Chico Mendes Karina Bruno citam ainda todas as melhorias continuadas que deverão ser feitas para a FASE 02, tanto no processo de Separação e Coleta, como na destinação dos Resíduos Sólidos. Atualmente a destinação já é realizada por uma empresa contratada do grupo, porém a partir de 2016, com a geração de novas parcerias e a continuidade do engajamento e compromisso de toda a equipe chamada “Time da Sustentabilidade GPAMALLS e INSTITUTO INTERNACIONAL CHICO MENDES” os resultados serão ainda mais positivos, com o cumprimento coordenados das metas e valorizando o conceito intrínseco desse projeto de sucesso. Baseados no tripé da sustentabilidade: Econômica – geração de renda I Social: capacitação e sensibilização I Ambiental: diminuição de Resíduos Sólidos em Aterros e otimizando a política dos 5R´s Repensar – Recusar – Reduzir – Reaproveitar – Reciclar.

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25 set 2015

Prefeito Eduardo Fouquet recebe homenagem do Instituto Socioambiental Chico Mendes

Na última sexta-feira (11), o Prefeito Eduardo Fouquet esteve na cidade de Quatro Barras/PR, região metropolitana de Curitiba, e foi homenageado pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes, devido o cumprindo dos requisitos básicos para o Compromisso e desenvolvimento Socioambiental com ações baseadas nos valores Econômicos – Sociais – Ambientais, visando a educação no contexto da consciência ecológica e a sustentabilidade na contribuição social.

Entre os participantes, estiveram Sr. Vito Milano (Diretor Geral e Internacional), Karina Bruno (Estrategista Social), e Sergio Paixão (Coordenador de Evento).

A homenagem feita a pessoa do Prefeito Eduardo Frederico Fouquet pela excelência na Gestão Pública da Estância Turística de Eldorado – PROCERT 2015

Para o Prefeito Eduardo Fouquet, a premiação representa um grande legado ao município em relação aos programas voltados ao Meio Ambiente e aproveitou para destacar a importância da sua equipe no acompanhamento e execução dos projetos. “Esta é uma grande conquista para Eldorado e todos estão de parabéns pelo empenho e conscientização ambiental. Nosso trabalho é contínuo e sempre focado em melhorias para o município e população”, afirmou Eduardo.

http://www.eldorado.sp.gov.br/noticia/prefeito-eduardo-fouquet-recebe-homenagem-instituto-chico-mendes

19 ago 2015

Rio Mar + Instituto Socioambiental Chico Mendes = Cooperativa Nossa Senhora Aparecida

O RioMar possui uma Central de Resíduos, que recebe, segregar e destina cerca de 70% do lixo para a reciclagem. A Central estava funcionando em fase de teste, mas, no final de julho já estava funcionando plenamente. Ao longo do semestre, ainda na experimental, foram arrecadadas 153 toneladas de material reciclado, entre papel, papelão, plástico, vidro, metal e alumínio.

A administração do espaço é feita pela Cooperativa de Desenvolvimento Socioambiental Sustentável Nossa Senhora Aparecida em pareceria com a ONG Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes, e toda a renda arrecadada com a venda do material reciclado é para os próprios cooperados. A Cooperativa é formada por catadores da Comunidade do Pau Fininho e, atualmente, cerca de 30 famílias estão sendo beneficiadas com a renda gerada pela Central.

A catadora Antônia da Silva Barroso, moradora do Pau Fininho, trabalha na Central de Resíduos desde outubro de 2014, e disse à nossa reportagem que “gosta muito” de trabalhar neste setor do shopping.  “É tudo muito organizado, nem parece que estou trabalhando com lixo”, disse , destacando o sentimento de pertencimento em relação ao local. “Trabalho aqui desde o início, sou pensionista, mas é com este trabalho que completo minha renda e vivo mais tranquila, agora”.

Sérgio explica que durante a construção do shopping boa parte dos resíduos (obra e administração do canteiro) foi encaminhada para os catadores do Instituto Chico Mendes e para o programa Ecoelce da Coelce. No entanto, com a proximidade da operação do shopping foi percebido a necessidade da Central de Resíduos dentro do empreendimento. “Para garantir o gerenciamento da central, o Instituto garantiu a formação da cooperativa”.

 

Por Katy Karoline
Edição Tarcilia Rego

Confira na integra a matéria: http://www.oestadoce.com.br/noticia/responsabilidade-socioambiental-por-tras-de-um-templo-do-consumo

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